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agosto 14, 2012

Mães buscam consultoras para superar dificuldade de amamentar

Reportagem da Folha de SP dessa semana aborda a dificuldade da amamentação. No mês da campanha mundial da amamentação, o tema surge como uma luz para as mães que se sentem sozinhas em meio ao desafio de amamentar. São muitas as dificuldades: pega errada, empedramento, mastite. O importante é saber que na maioria das vezes uma orientação certa resolve. Veja a Reportagem completa no link abaixo: Mães buscam consultoras para superar dificuldade de amamentar

abril 01, 2012

20 Respostas sobre Alimentação de Bebês



Reportagem publicada no caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo do dia 18/02/2010, ouve especialistas e esclarece as 20 principais dúvidas sobre a alimentação dos pequenos.


Por Patrícia Cerqueira (colaboração para a Folha de S.Paulo)


1 – Posso dar peixe na primeira papinha?

Sim, mas somente para criança a partir dos seis meses. Se o bebê não tem essa idade, melhor aguardar. “Antes da introdução dos alimentos que podem causar reação alérgica é preciso avaliar antecedentes de alergia na família”, diz Roseli Sarni, da SBP. Em geral, ela afirma, a aceitação ao peixe tem sido muito boa e sem relatos de reação alérgica.


2 – A reação alérgica ao peixe é comum?

Não. Cerca de 2,5% da população infantil pode desenvolver alergia ao leite, 1%, ao ovo e menos de 0,5%, ao peixe. “O peixe é uma ótima fonte proteica, com ferro que é bem absorvido pelo organismo”, diz Mauro Toporovski, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.


3 – Quais peixes são os mais adequados?

Os macios e sem espinhas, como cação e porquinho. Podem também os que são fonte de ômega 3 (salmão), gordura poli-insaturada importante para o desenvolvimento do sistema nervoso central, da retina e na prevenção de doenças crônicas, como obesidade e hipertensão. “A presença dessa gordura também facilitaria ao organismo ter tolerância aos alimentos”, explica Roseli Sarni.


4 – Dá para iniciar a papinha com ovo?

Sim. Já se pode incluir o ovo cozido inteiro (ou metade), bem amassado. É uma boa fonte de gordura e de colesterol bons se oferecido entre duas e três vezes na semana. Mais do que isso há excesso de colesterol. O ferro do ovo é pouco absorvido pelo organismo e não é fonte de zinco, portanto, ele não substitui as carnes.


5 – Pode colocar carne em pedaços?

Sim. Caso não seja possível desfiar ou amassar a carne, ela pode ser desmanchada no liquidificador. Quando o bebê conseguir mastigar, a carne é oferecida em pedacinhos. “O ferro da carne, vermelha ou branca, é quase três vezes mais absorvido pelo organismo do que o das leguminosas e hortaliças”, diz Mauro Toporovski.


6 – Há diferença nutricional entre a papinha feita só com caldo de carne e a feita com pedaços?

Sim. A nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RG Nutri, de São Paulo, explica que em 30 gramas de carne há cinco gramas de proteínas. Uma papa sem carne não tem o nutriente essencial para o crescimento do bebê. “Cerca de 50% da formação celular das crianças dessa idade vêm da proteína”, diz. As proteínas são essenciais para a multiplicação das células de ossos, pele, cabelo, unhas e órgãos.


7 – Quais carnes vermelhas são mais indicadas?

Músculo, além de patinho, coxão mole, alcatra e fraldinha.


8 – Famílias vegetarianas podem dar apenas papinha sem proteína animal?

Famílias que não comem nem carne branca nem ovo necessitam de acompanhamento nutricional com especialistas para evitar que a criança tenha deficiência de ferro. Segundo a SBP, a partir do sexto mês cerca de 70 a 80% de ferro e zinco que o bebê precisa devem vir de comidinhas saudáveis, e não do leite. O alimento mais eficaz para um aporte rápido desses minerais é a carne.


9 – O que é melhor: dar um ingrediente por vez ou misturar tudo?

A papa de transição deve ser misturada para o bebê se acostumar à consistência e à textura. Entre oito e nove meses, se inicia a separação dos alimentos.


10 – Pode usar sal?

Nunca. Os alimentos e o leite já contêm sódio que supre as necessidades diárias do bebê até um ano de idade. “Pode colocar essa resposta em letras bem grandes porque é muito difícil convencer mães, cozinheiras, babás e avós a evitar o sal na papinha, pois os brasileiros gostam de comida salgada”, diz Mauro Toporovski.


11 – Quais temperos podem ser incluídos?

Salsa e cebolinha, cebola e um fiapo de alho.


12 – Pode colocar óleo?

Sim. Um fio de óleo vegetal, que não contém colesterol, quando a papa está pronta. “Em geral, quando se faz um refogado, a queima do óleo produz uma substância que é irritante para a mucosa gástrica (a parte interna do estômago) para os adultos e em particular para os bebês”, explica a nutricionista Tânia Rodrigues.


13 – O que é proibido?

Temperos prontos, em tabletes ou pó. Atenção com espinafre, beterraba, rabanete, erva-doce. “Quando esses alimentos são reaquecidos, os nitratos presentes neles são convertidos em nitritos e nitrosaminas, substâncias carcinogênicas”, diz Roseli Sarni.


14 – Quais são as sobremesas mais indicadas para os bebês? Por quê?

Os purês de frutas cozidas sem açúcar, como o purê de maçã. Também se pode oferecer salada ou sorvete de frutas sem açúcar e feitos em casa. “Se a mãe quiser variar a sobremesa, deve mudar a forma de preparo ou apresentação da fruta”, diz Roseli Sarni.


15 – Por que dar apenas frutas de sobremesa?

Porque é a sobremesa ideal para atingir as porções necessárias para serem ingeridas num dia. Melhor ainda que sejam frutas ricas em vitamina C, como a laranja, para ajudar na absorção de ferro. Além disso, elas estimulam a mastigação e o bom funcionamento intestinal, pois também fornecem fibras. Roseli Sarni explica que nesse período o paladar infantil está sendo moldado e se a criança comer mais alimentos doces do que os de qualquer outro sabor pode criar um padrão e aceitar apenas comidinhas doces. Ou seja, quando a criança tiver de comer “os verdes” será um perrengue, porque o paladar dela prefere bolo, bala e bolacha recheada.


16 – Então, não pode dar bolacha recheada?

Nunca antes de a criança completar dois anos. Segundo Tânia Rodrigues, nutricionista da RG Nutri, dar alimentos saudáveis favorece o bom funcionamento do sistema gastrointestinal, a aceitação de sabores salgados, amargos e azedos. E esse tipo de bolacha costuma ser “recheado” de açúcar e gordura.


17 – Não é para dar nenhum tipo de bolacha?

Pode dar, sim. Os biscoitos simples, como os de água, que, quando liberados pelo pediatra, podem ser incluídos nos lanches da manhã ou da tarde com sucos de frutas. “Esse tipo de biscoito sem recheio e com sabor suave, assim como o pão francês amanhecido, ajudam no estímulo à mastigação”, diz Tânia Rodrigues.


18 – Bebês podem comer gelatina artificial?

Não, porque são alimentos extremamente ricos em açúcar refinado, corantes ou conservantes e edulcorantes (mesmo a versão normal). “As gelatinas não são recomendadas em uma alimentação saudável”, afirma Roseli Sarni.


19 – Pode-se oferecer água ou suco para o bebê matar a sede após a papinha?

“Nas fases iniciais de introdução da alimentação complementar, antes da plena aceitação, recomenda-se leite materno”, explica Roseli Sarni. Quando o aleitamento materno exclusivo termina, o bebê que já se acostumou com a papa de legumes e carne pode beber água nos intervalos das refeições e nos dias mais quentes.


20 – Por que manter a oferta de leite materno após a papinha?

Segundo Sarni, além de ser um alimento completo, há estudos mostrando que o leite materno protegeria o bebê de reações alérgicas à comida nesse período de transição. “Mas isso é controverso, pois há documentos indicando que o leite materno não teria esse efeito protetor.” A oferta do leite materno após a papa ocorrerá por um curto período de tempo, até o bebê se acostumar à refeição.

fevereiro 14, 2012

Alimentação saudável para criança desde o primeiro ano de vida

Não resisti. Tive que copiar e colar essa reportagem que aborda  a "alimentação para crianças". Estava há meses na listinha das matérias que merecem ser compartilhadas.


Parabéns a Profa Pollyana Fernandes Patriota e ao Guia do Bebe do UOL.




Alimentação saudável para criança desde o primeiro ano de vida

Profa. Pollyana Fernandes Patriota


A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), preconizam o Aleitamento Materno Exclusivo, durante os primeiros seis meses de vida, ou seja, a criança deve receber somente o leite materno e nenhum outro líquido ou sólido, com exceção apenas para medicamentos.
Bebê amamentando
O leite humano (LH) fornece para a criança até os seis meses de vida os nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas, lipídios, água) de forma suficiente em quantidade e em qualidade e com segurança microbiológica.
Raras são as contraindicações do aleitamento materno e, nestes casos, que somente o profissional de saúde capacitado pode indicar, a melhor saída é procurar um Banco de Leite Humano. Este Banco recebe doações de Leite Humano e possui em sua estrutura um laboratório de qualidade para analisar, pasteurizar, embalar e distribuir adequadamente este leite para os bebês que precisam.
Amamentar é um ato de amor que somente traz benefícios para a mãe e para a criança:
Beneficios para mãe: reduz as chances de desenvolver câncer de mama, ajuda a perder o peso adquirido durante a gestação, melhora o vínculo afetivo mãe-filho, ajuda na regulação adequada dos hormônios maternos, entre outros benefícios.
Benefícios para a criança: favorece um bom desenvolvimento/crescimento prevenindo a má nutrição (excesso de peso/obesidade e baixo peso/desnutrição), previne Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), tais como, obesidade, diabetes, hipertensão, síndrome metabólica. Além disso, a criança amamentada é mais segura do ponto de vista emocional/afetivo.

Como deve ser a alimentação da minha criança para favorecer um ótimo crescimento e desenvolvimento?

Até os seis meses: apenas o Leite materno.
Àgua: até mesmo nas cidades mais quentes não há recomendação de adicionar água na alimentação da criança até os seis meses de vida. A mãe, por outro lado, precisa manter-se hidratada, através da ingestão de água, sucos de frutas, frutas suculentas. Nunca pense em hidratar-se com refrigerantes e bebidas adocicadas, pois estas além de favorecer o ganho de peso, não cumprem a função de hidratação.
Ingerir de 6 a 8 copos/dia (recomenda-se 1 copo/hora no intervalo das 8 as 19 horas, respeitando-se os intervalos pós-refeições).

Qual seria o risco de dar água para criança em aleitamento materno exclusivo?

Mesmo as águas que compramos engarrafadas podem ser de origem duvidosa e os utensílios normalmente utilizados para fornecer água para a criança (copinhos, chuquinhas, etc.) podem ser fontes de contaminação, mesmo sendo higienizados e guardados, por conta do manuseio na hora de dar a água para a criança. Além disso, pelo aleitamento materno o bebê já recebe cerca de 900 ml de água/dia, o que é completamente suficiente e, qualquer adicional seria considerado excessivo.

Meu bebê completou seis meses de vida e até agora está em aleitamento materno exclusivo, preciso adicionar algum alimento?

SIM. Neste momento a necessidade de adicionar outro alimento existe. Por quê? O Leite Humano sozinho não será suficiente nesta idade, para suprir todas as necessidades nutricionais da criança, para manter o crescimento adequado. Além disso, há a necessidade de uma alimentação diferente da consistência líquida, para que haja o aprendizado da mastigação, deglutição, e desenvolvimento adequado da arcada dentária e, ainda, desenvolver um bom comportamento alimentar.
comportamento alimentar é desenvolvido em grande parte no primeiro ano de vida.
Bebê rodeado de frutas
As preferências alimentares pelo doce, salgado, cítrico, etc., são adquiridos pelo aprendizado nesta fase da vida.
O que isso significa?
Se eu forneço  para o meu bebê, refrigerantes, doces, açúcar refinado, chocolate, salgadinhos, frituras, etc. eu estou ensinando ao meu filho a preferir estes alimentos na idade posterior. Esse conhecimento adquirido vai influenciar na determinação da saúde atual e na idade adulta.
Dessa forma, nós pais somos responsáveis também pelo aumento no desenvolvimento de DCNTs em nossa família e, portanto, em nosso país.
Escuto sempre pais queixando-se que o filho não aceita frutas, hortaliças, etc, quando, na verdade o aprendizado para aceitação do sabor dos diversos alimentos saudáveis não foram fornecidos na época adequada.
Às vezes até os pais oferecem uma vez ou outra esses alimentos, mas não inserem no hábito alimentar familiar, ou o fazem de forma inadequada, misturando todos os vegetais em uma sopa, por exemplo.
Bem, mas eu sou pai, mãe, cuidador do bebê e quero o melhor para ele e decidi influenciar de forma positiva as condições de saúde futura e favorecer um estilo de vida saudável, interferindo, numa maior longevidade, com melhor qualidade de vida.
Graças a atitudes de pais conscientes teremos uma população que viverá mais e sofrerá menos de diabetes, hipertensão, obesidade, desnutrição.

Qual o alimento que eu posso incluir na alimentação do meu filho que completou seis meses?

1) Mantenha o aleitamento materno sobre livre demanda. Nesta idade a criança já definiu a frequência e a duração das mamadas, de acordo com suas necessidades fisiológicas.
Como eu saberei se esta etapa foi estabelecida de forma adequada?
Pelo crescimento e ganho de peso adequados da criança. Na consulta, o pediatra e/ou nutricionista avaliará no gráfico de crescimento se o seu bebê está crescendo de acordo com o potencial dele(a). A curva deverá ser crescente, ascendente, nunca estacionada ou descendente.
2) Adicione a primeira papa de fruta no horário do lanche da manhã, normalmente entre 9 e 9:30h.
A primeira papa de fruta deve ser composta de fruta madura, amassada. Uma fruta deve ser oferecida por vez.
Esta fruta deve ser oferecida durante 3 dias, observando se há sinais de intolerância ou alergia (coceira, inchaço, vermelhidão, sintomas respiratórios, gastrointestinais). A cada três dias, mudar o tipo de fruta.
Qual fruta eu devo oferecer?
Qualquer fruta, desde que bem higienizada. Dê preferência as frutas da época/estação que são mais nutritivas e mais baratas.
Observação: A criança tende a empurrar com a ponta da língua a fruta amassada, por conta de um reflexo normal que ainda está presente nesta fase – a protrusão. Não quer dizer que ela não gosta e está rejeitando aquele alimento.
A criança não conhece o doce, salgado, o azedo, pois o leite materno tem um sabor exclusivo que não encontramos em nenhum outro alimento. Nesta etapa é importante não tomar decisões pela criança. Se a mesma empurra com a língua, faz caretas, não quer dizer que não gosta. É apenas uma adaptação à novidade, um sabor novo por vez.
3) Primeira papinha “salgada” para a criança.
Recebe este nome não por conter sal em excesso, mas por diferenciar-se da papa de frutas que tem sabor predominantemente doce.
Ela deve ser composta por um alimento de cada grupo apresentado abaixo:
Fonte : Adaptação da Sociedade Brasileira de Pediatria ( 2008).
GrupoExemplos
Cereais, tubérculosarroz, aipim/macaxeira/mandioca, batata-doce, macarrão, batatinha, cará, farinhas, batata-baroa/mandioquinha, inhame, milho.
LeguminosasFeijões, lentilha, ervilha seca, soja, e grão-de-bico.
Legumes, verduras e frutasFolhas verdes, laranja, abóbora/jerimum, banana, beterraba, abacate, quiabo, mamão, cenoura, melancia, tomate, manga.
Carne ou ovoFrango, peixe, pato, boi, ovo*, miúdos e vísceras.
(*) O ovo inteiro (gema e clara) cozido pode ser adicionado na alimentação da criança ao completar seis meses, mas seu uso deve ser avaliado pelo profissional de saúde que acompanha a criança. Deve-se levar em consideração se existe história familiar de alergia alimentar comprovada.
ATENÇÃO! Esses alimentos devem ser fornecidos bem cozidos e amassados.

Recomendações importantes:

- Lavar bem os alimentos retirando a sujeira, larvas, insetos, etc.
- Cozinhar bem os alimentos. No caso de legumes e verduras, preferir o cozimento no vapor.
- Nunca coar, peneirar ou liquidificar.
- Nunca fazer sopa, cada alimento deve ser oferecido de forma separada, pois como posso desenvolver o paladar para aceitação do feijão, por exemplo, se não aprendi o sabor do feijão?
Qual a quantidade  de alimentos que devo oferecer em cada refeição?
A partir de 6 meses: iniciar com 2 a 3 colheres de sopa e aumentar conforme a aceitação.
A partir dos 7 meses: 2/3 de uma xícara 
De 9 a 11 meses: 3/4  de uma xícara
12 a 24 meses: 1 (uma) xícara ou 250 ml.
OBS.: respeitar os sinais de fome e saciedade da criança. Crianças amamentadas desenvolvem um controle eficaz da saciedade. Não adotar esquemas rígidos.
Adaptação da Sociedade Brasileira de Pediatria (2008).
Esquema Alimentar para crianças de seis a 12 meses de vida.
IdadeTipo de alimento
Até completar 6 mesesAleitamento materno exclusivo
Ao completar 6 mesesLeite materno,1 papa de fruta e 1 papa salgada.
Ao completar 7 mesesLeite materno, 1 papa de fruta e duas papas salgadas*
Ao completar 8 mesesGradativamente passar para a alimentação da família (saudável)*
Ao completar 12 mesesAlimentação da família (saudável)**
(*) Duas papas salgadas, sendo uma no horário do almoço e outra no horário do jantar.
(**) A alimentação da família que se refere nesta tabela é uma alimentação com consistência normal (livre), mas livre de frituras, não excessivamente condimentada, sem adição de temperos prontos e gorduras (enlatados, embutidos, gordura animal).
Referências bibliográficas:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção á saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para profissionais de saúde na atenção básica/ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Departamento de Atenção básica – 2ª. Edição – Brasília. Ministério da Saúde 2010.
Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar e do adolescente e na escola / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia – 2ª edição – São Paulo: SBP,2008.
Profa. Pollyana Fernandes Patriota - Colunista do Guia do Bebê

Profa. Pollyana Fernandes Patriota
Mestre em saúde Materno-infantil

setembro 24, 2011

O fim da exclusividade









Meu pequeno fez 6 meses de vida na semana passada. E essa evolução vai implicar em algumas mudanças no nosso modo de vida, na nossa relação com a amamentação.
Parece que foi ontem que esse bebezinho de 10.600kg nasceu com 3,820kg de um parto normal no fim da tarde de uma terca-feira ensolarada. Desde então, seu único alimento é o meu leite.
Até o 4o mês, a orientação era a ”livre demanda”, o que geralmente se ajustava a cada 3 horas. 
Depois de atingir a marca de 10kg aos 5 meses, o pediatra estipulou 4 horas de espaçamento entre as mamadas. Tento respeitar e, quando a fome do pequeno aperta, tento entretê-lo até se aproximar do horário. As vezes funciona. As vezes não.
A redução das mamadas já foi uma prévia das transformações que viríamos passar.
No 6o mês é chegada a hora de deixar a exclusividade do leite materno e o momento para introdução de novos alimentos.
Como minha dedicação vai ser integral nesse primeiro ano de vida, os alimentos serão introduzidos aos poucos.
Essa transição suave será boa para ele e para mim, que preciso me acostumar com horários e novas tarefas.
Sem pressa, o pediatra me recomendou a introdução de algumas frutas apenas uma vez por dia, antes da última mamada da noite, o que geralmente fica entre 16h e 16h30.
Começaremos com 4 frutas: banana, mamão (amassados), pêra e maça (raspadas ou cozidas).
Além da papinha, entre as mamadas posso dar 50 a 100ml de suco de laranja lima ou água de coco (natural, não pode ser de caixinha).
A vida nova começou na manhã de um sábado com céu azul, de frente para a praia e com água de coco natural num copinho de transição. E, sabe? O menino gostou!
A semana foi cheia de sabores. Adorou a pêra cozida e amassada. Fez cara feia para a banana prata, o mamão e a maça. E, ainda, se acostuma com o suco de laranja lima que teima em jorrar dos três furinhos do bico do copinho.
É claro que acho lindo meu bebê virando um meninão, tomando suco no copo e comendo papinha. Mas todo ganho, toda evolucao significa uma perda, o que não é ruim, mas é uma perda. Logo, meu leite vai disputar espaço legumes e verduras, além das frutas...e o leitinho da mamãe vai virar uma bela recordação de amor.

junho 30, 2011

O que é Bisfenol-A?

Bom texto explicativo sobre o Bisfenol-A. Vale a pena ler! 

Fonte: O Tal do Consumo


O QUE É BISFENOL A?

O bisfenol-A (BPA), cuja formula é (CH3)2C(C6H4OH)2, é um composto utilizado na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente. É o monômero mais comum entre os policarbonatos empregados em embalagens de alimentos. O BPA é também um dos componentes da resina epóxi (plástico termofixo que endurece quando misturado a um agente catalisador ou “endurecedor”), presente por exemplo no revestimento interno de latas para evitar a ferrugem.

Apesar do plástico ser considerado estável, já se sabe que as ligações químicas entre as moléculas do BPA são instáveis, permitindo que o químico se desprenda do plástico e contamine alimentos ou produtos embalados com policarbonato ou resina epóxi. No caso de aquecimento do plástico, a contaminação por BPA é ainda maior.


ONDE ENCONTRAMOS O BISFENOL-A?
Em grande parte das mamadeiras de plástico;
Em embalagens plásticas para acondicionar alimentos na geladeira, copos infantis, materiais      médicos e dentários;
Nos enlatados, como revestimento interno;
Em garrafas reutilizáveis de água (squeeze), garrafões de 5L;

CONSEQUÊNCIAS DO BISFENOL A
O bisfenol-A está presente em produtos no mercado por mais de 120 anos. Estudos demonstram que o BPA não só é um composto onipresente nos seres humanos (alcançou 93% da voluntários em uma ampla pesquisa americana), mas também uma potente toxina mesmo em doses muito baixas. A maioria das pesquisas que afirma a seguridade do BPA foi patrocinada pela indústria que o produz.

Considerado um interferente endócrino, o químico age como alguns dos hormônios presentes no corpo humano e pode comprometer a saúde. Estudos sugerem que a parte mais afetada é o sistema reprodutivo, sendo fetos e bebês os mais vulneráveis à sua exposição.

Estudos realizados associaram o bisfenol-A a uma maior incidência de obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer na próstata e mama, puberdade precoce e tardia, abortos, anormalidades no fígado em adultos e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém-nascidos. O químico também foi associado a problemas sexuais em homens como a diminuição da qualidade e da quantidade de esperma.

A POLÊMICA DO BISFENOL A
Cientistas, fabricantes e órgãos reguladores concordam em quatro pontos:
  • Pessoas do mundo civilizado estão em constante exposição ao BPA.
  • Bebês são os mais vulneráveis à exposição, vinda principalmente das mamadeiras de policarbonato.
  • O BPA age como estrogênio.
  • Alguns estrogênios sintéticos causam câncer e infertilidade.
A polêmica envolve a metodologia de alguns estudos já publicados e a definição da quantidade segura para o consumo.

PODEMOS FALAR DE DOSE SEGURA?
Por muito tempo cientistas acreditaram que a solução para o uso de certas substâncias tóxicas era a definição de uma dose segura. Essa filosofia é bem descrita pela frase: a dose é o veneno (the dose is the poison – Paracelsus). O problema é que os químicos classificados como interferentes endócrinos, como por exemplo o BPA, ftalatos e dioxinas não se encaixam nessa definição. Vários estudos comprovaram que mesmo em doses abaixo da recomendada por órgãos reguladores eles causam algum dano à saúde.

O FDA montou um painel de discussão sobre o assunto. De mais de 100 estudos independentes, 90% comprovaram os efeitos negativos do bisfenol-A. Dos 14 estudos patrocinados por empresas químicas, nenhum atestou os efeitos prejudiciais da substância. Vale ressaltar que só nos Estados Unidos a venda do BPA gera cerca de US$ 6 bilhões ao ano. Não é a toa que as empresas produtoras investem nessa batalha.

Estados Unidos e Europa possuem abordagens diferentes em relação a químicos. Nos Estados Unidos para que a substância seja proibida é necessário que seja provado que oferece algum risco. Ou seja, é inocente até prova em contrário. Já na Europa, o princípio utilizado é o de precaução, onde é possível proibir o uso de substâncias se existir a suspeita de que são prejudiciais a saúde. Cabe à industria a prova de que são seguras. Essa foi a abordagem utilizada tanto pela Dinamarca como pela França para a proibição do químico. É importante salientar que ambos os países procuraram basear suas decisões em pesquisas científicas.

HISTÓRICO (O TAO DO BISFENOL)
O Bisfenol foi sintetizado pela primeira vez em 1891. Foi pouco utilizado até a década de 30, quando cientistas descobriram que o BPA poderia ser empregado como um estrogênio artificial (Dodds 1938). Mais tarde outro novo composto sintético foi considerado mais efetivo, DES – dietilestilbestrol , no entanto sua utilização foi proibida pelo fato do DES ser associado ao câncer no sistema reprodutivo de recém-nascidas do sexo feminino cujas mães consumiram DES durante a gestação. Esse fato deveria ter servido de alerta para a possibilidade do Bisfenol também apresentar propriedades tóxicas, o que depois foi confirmado.

Em 1950 um outro emprego foi descoberto para o Bisfenol. Na produção de plástico sua adição torna o material mais maleável e menos propenso a rachaduras. Entre 1980 e 2000, a produção de Bisfenol nos Estados Unidos cresceu 500%. Hoje é um componente onipresente em plásticos produzidos a partir de policarbonato transparente e é um negócio altamente lucrativo.
Em 2010, a utilização do Bisfenol está sendo seriamente questionada em vários países após estudos o relacionarem a uma série de problemas de saúde.

RISCOS À SAÚDE

Câncer
A maior parte das pesquisas com bisfenol-A menciona sua relação  com o câncer de próstata e de mama. Neste ano, o químico recebeu atenção especial no Relatório Anual de Combate ao Câncer nos Estados Unidos (President’s Cancer Panel).

Disfunções Sexuais
O químico está associado à disfunções sexuais como a diminuição da qualidade e quantidade de esperma em homens adultos, puberdade precoce e tardia em adolescentes. Transferido da mãe ao feto pela placenta, estudos já associaram a exposição ao BPA à certas mudanças epigenéticas em fetos e bebês comprometendo a reprodução. Devido ao metabolismo frágil, bebês estão muito mais vulneráveis aos tóxicos. Apesar do efeito concentrado em fetos e bebês, as doenças se revelam na puberdade ou na fase adulta.
Obs: No Brasil, a maior parte das mamadeiras plásticas e copos infantis feitos com policarbonato utilizam bisfenol-A. Os efeitos negativos do BPA são tão evidentes nas pesquisas feitas com crianças que os países que proibiram o químico, vetaram sumariamente o uso de policarbonato em mamadeiras e copos infantis.

Outras doenças associadas ao bisfenol-A
• Hiperatividade;
• Autismo em crianças e adolescentes;
• Problemas cardíacos;
• Diabetes.

Muitos estudos são realizados em animais de laboratórios e por isso refutados, já que os efeitos em humanos não são sempre os mesmos. Por outro lado é comum iniciar o estudo de substâncias químicas potencialmente tóxicas em animais e só depois expandí-los para humanos.
Foram realizados alguns estudos referentes a absorção do bisfenol-A e o tempo que o corpo leva para processar e expelir o químico. A permanência do bisfenol-A é bem maior do que se esperava, sugerindo que o alto nível de BPA presente nas pessoas não tem como fonte somente as embalagens plásticas relacionadas à alimentação.

BISFENOL A NO MUNDO
Estados Unidos Quatro estados (Minnesota, Washington, Connecticut e Wisconsin) e algumas cidades, incluindo Chicago e Rockford proibiram sua utilização em produtos infantis. Tanto o FDA quanto o EPA declararam o bisfenol-A preocupante e estão revisando sua posição em relação ao uso do BPA.

Canadá, Costa Rica e Dinamarca proibiram seu uso.
França O senado aprovou sua proibição e agora a lei passa por outras instâncias.

Europa O European Food Safety Administration (EFSA ) também está reavaliando seu uso com um relatório final a ser publicado ainda no primeiro semestre de 2010.

BPA – USA
No que concerne aos padrões de consumo estabelecidos pelo governo nos Estados Unidos, o FDA publicou uma nova análise em janeiro de 2010 onde manifesta preocupações sobre possíveis riscos à saúde provocados pelo bisfenol-A:

“Estudos utilizando testes de toxidade confirmaram que o nível baixo de exposição ao BPA não era prejudicial à saúde. No entanto, considerando testes recentes onde novas bordagens foram realizadas, levando em conta efeitos colaterais mais sutis, tanto o National Toxicology Program at the National Institutes of Health quanto o FDA demonstram preocupação sobre os possíveis efeitos do BPA no cérebro, no comportamento e na próstata de fetos, bebês e crianças”.

O FDA está dando os primeiros passos para reduzir a exposição ao BPA em produtos alimentares. Esse passos incluem:
  • Apoiar ações de indústrias para interromper a produção de mamadeiras e copos infantis,   para o  mercado americano, que possuam BPA em sua composição;
  • Incentivar o desenvolvimento de alternativas ao BPA para a parte interna de latas de leite   destinadas a bebês;
  • Apoiar tentativas de substituição ou diminuição dos níveis de BPA em outros tipos de latas.
  • Apoiar uma mudança mais severa na regulamentação do BPA;
  • Buscar a participação da população e também opiniões externas nas pesquisas sobre o BPA;
  • Apoiar as recomendações do Department of Health and Human Services no que diz respeito à alimentação de bebês e a preparação de comida para a redução da exposição ao BPA.
O FDA não está recomendando que famílias deixem de usar leite ou alimentos para bebês pois os benefícios de uma nutrição balanceada ultrapassam o risco potencial da exposição ao BPA.
A cidade de Chicago, em maio de 2009, e Rockford, em março de 2010, proibiu a venda de mamadeiras e copos infantis com BPA. Também esse ano, os estados de Washington, Minnesota, Wisconsin e Connecticut também proibiram a venda de mamadeiras e copos infantis com BPA.  Em abril de 2010, o EPA (Environmental Protection Agency) também divulgou que está reavaliando o uso do bisfenol-A. O jornal Journal Sentinel de Milwakee (Wisconsin) mantém uma seção discutindo o assunto.

1998 - Governo canadense declara o bisfenol-A uma substância tóxica.



BPA – CANADÁ
Março, 2010 O país decide proibir a comercialização de mamadeiras, chupetas e outros artigos para bebês que contenham plásticos com bisfenol-A. Há 12 anos as lojas do Walmart no país não vendem produtos para alimentação infantil que contenham BPA. Outras empresas do ramo seguiram a mesma iniciativa*.

O movimento no Canadá contra o bisfenol-A impulsionou o debate ao redor do mundo e se transformou em um case de sucesso na luta a favor de melhor regulamentação de químicos.

Para acessar o tema: Toxic Nation

BPA – EUROPA
Junho, 2008 Comissão Européia publica um relatório atualizado da União Européia sobre o levantamento de risco do bisfenol-A. O documento conclui que produtos com BPA – como o plástico de policarbonato e resinas epóxi – são seguros para o consumo e para o meio ambiente quando utilizados corretamente.

Outubro, 2008 A EFSA (European Food Safety Authority) declara que após a publicação dos resultados da pesquisa de Lang – Associação da concentração de bisfenol-A com problemas de saúde e anormalidades em laboratório em adultos – não havia motivos para a revisão da dose diária tolerável (TDI – Tolerable Daily Intake) para o BPA de 0.05 mg/kg de peso corporal.
2009 Estudo científico critica os processos do relatório de risco da exposição à disruptores endócrinos, incluindo o BPA.

Dezembro, 2009 O Ministério do Meio Ambiente da União Européia publica um relatório expressando preocupação com os resultados de pesquisas recentes que demonstraram efeitos nocivos da exposição a disruptores endócrinos. O documento incentiva novas pesquisas sobre o tema.

França
Junho, 2009 A  AFFSA (Anvisa francesa) é instruída para reexaminar a aprovação do BPA. Na Dinamarca, em maio de 2009, o parlamento já tinha aprovado uma resolução pedindo a proibição do BPA em mamadeiras.
Março, 2010 Senado francês aprova lei proibindo o uso do BPA em embalagens alimentícias, principalmente em mamadeiras. Os políticos afirmam que a publicação de inúmeros estudos alertando sobre os problemas de saúde causados pela presença do policarbonato foi o que os incentivou a fazer a proposta.

Abril, 2010 A AFFSA conclama a indústria alimentícia a divulgar no rótulo a presença do bisfenol-A. No mesmo mês, o BPA foi proibido na Dinamarca.
Na Inglaterra a polêmica ganha força com artigos muito críticos ao bisfenol-A do jornal Independent.

BISFENOL – BRASIL
A diretiva da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) é normalizada junto ao Mercosul, foi revista em março de 2008 (Resolução Anvisa nº 17, de 17 de março de 2008) e baseia-se em lei da Comunidade Européia de 2004 (Comission Directive 2004/19/EC).

Para o bisfenol-A, o limite de migração específico (LME) permitido das embalagens para os alimentos e bebidas é de 0,6 mg/kg de material plástico.
No momento, o Projeto de Lei do deputado Beto Faro (PT-PA), que está sendo analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, tramita em caráter conclusivo.

O Projeto  proíbe a produção, a importação e a comercialização de embalagens, equipamentos e outros produtos para lactantes e crianças da primeira infância que contenham em suas composição o bisfenol-A.

Em Curitiba, o vereador Aladim Luciano (PV) propôs lei banindo o bisfenol. Apresentado na Câmara de Curitiba, em março de 2010, o projeto prevê a proibição da fabricação, fornecimento e comercialização de mamadeiras e brinquedos infantis compostos por elementos plásticos que liberem o poluente orgânico persistente bisfenol-A (BPA).

PRODUTOS QUE PODEM CONTER BISFENOL

Plástico de policarbonato (65%)
- Revestimento resistente ao impacto (vidros)
- Componentes de eletrodomésticos
- Componentes de artefatos elétricos e eletrônicos.
- CDs
- Componentes automotivos
- Garrafas Reutilizáveis
- Recipientes para alimentos e bebidas
- Óculos escuros
- Prateleiras de geladeiras
- Utensílios alimentares

Resina Epóxi (30%)
- Revestimentos
- Revestimento para recipientes de alimentos e bebidas
- Laminados Elétricos para placas de circuito impresso
- Composites
- Adesivos
- Tintas
- Esmalte de unha

Outros (5% )
- Pesticidas
- Antioxidantes
- Materiais não inflamáveis
- Fluído de freio
Estabilizador de borracha e PVC
Canos
Selador dental
Aditivo de papel térmico
Filtros de água
Canos reforçados
Pisos
Isolante elétrico

A diretiva da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) é normalizada junto ao Mercosul, foi revista em março de 2008 (Resolução Anvisa nº 17, de 17 de março de 2008) e baseia-se em lei da Comunidade Européia de 2004 (Comission Directive 2004/19/EC).

Para o bisfenol-A, o limite de migração específico (LME) permitido das embalagens para os alimentos e bebidas é de 0,6 mg/kg de material plástico.

No momento, o Projeto de Lei do deputado Beto Faro (PT-PA), que está sendo analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, tramita em caráter conclusivo.

O Projeto  proíbe a produção, a importação e a comercialização de embalagens, equipamentos e outros produtos para lactantes e crianças da primeira infância que contenham em suas composição o bisfenol-A.

Em Curitiba, o vereador Aladim Luciano (PV) propôs lei banindo o bisfenol. Apresentado na Câmara de Curitiba, em março de 2010, o projeto prevê a proibição da fabricação, fornecimento e comercialização de mamadeiras e brinquedos infantis compostos por elementos plásticos que liberem o poluente orgânico persistente bisfenol-A (BPA).